Esta noite, Perséfone vai ter que dormir sozinha, ainda por cima num quarto que não é o dela, recheado de sombras estranhas e ruídos assustadores. Até o peluche que lhe faz companhia não é o seu. E surge na cabeça da pequena Perséfone a grande questão: “Para que serve a noite?”. Armada apenas com coragem e curiosidade, a menina heroína embarca numa viagem emocionante à descoberta dos segredos da noite.
“A noite serve… para caçar pensamentos.
A noite serve… para ter saudades.
A noite serve… para contar segredos.”

Porquê contar esta história?
Perséfone, personagem da mitologia grega, é materializada numa criança que enfrenta mais um grande desafio: dormir sozinha no desconhecido da escuridão. Esta criança é naturalmente fascinada pelos contrários da vida: o dia e a noite, o Verão e o Inverno, a vida e a morte, a coragem e o medo, a solidão e a companhia. Nascem-lhe perguntas na boca como nascem a todas as crianças e sozinha procura as respostas. Miúdos e graúdos identificam-se com este ultrapassar de obstáculos e esta conquista de medos. É importante desmistificar a noite, mais importante ainda desmistificar o medo do desconhecido para que os horizontes se expandam e apenas o céu estrelado seja o limite. Com muita brincadeira, imaginação e boa disposição, bem como algum suspense convidamos o público a deixar-se levar pelo vento desta viagem atribulada.
Quem vence? Esperemos que seja a esperança. Esperemos que esta alegoria teatral, quase sem palavras, mas repleta de belas imagens, sirva para estimular o pensamento, a reflexão e o debate tanto nos mais novos, como nos mais velhos e de preferência entre ambos.

Como foi criado este espetáculo?
A escolha da temática, a Noite, começou pela vontade de desmistificar o medo do escuro e da noite, sempre associada a monstruosidades. Pretendíamos que com esta experiência as crianças tivessem a oportunidade de ver de modo diferente este período de tempo pois afinal a noite também é povoada de coisas maravilhosas. Na criação deste espetáculo pesquisámos a literatura infantil e começámos a guiar as improvisações pela seguinte questão: Para que serve a noite? Para muito mais do que apenas dormir.
Fizemos uso da linguagem teatral, do movimento e da dança para colorir esta deambulação noturna e permitir o encantamento do público. A música e os sons ao vivo também são personagens essenciais nesta jornada. São na verdade várias as personagens que habitam o escuro: a Dona Noite, o Capitão Escuro, o Sr. Vento, o Ursinho, o Lobo, o Mocho, o Morcego e a Mademoiselle Lua. Todos eles se desdobram no corpo da intérprete ganhando assim vida e conduzindo Perséfone pela noite.

Ficha Artística

Criação: Graeme Pulleyn e Sofia Moura
Interpretação: Sofia Moura
Encenação: Graeme Pulleyn
Assistente de encenação: Inês Amaral Mendes
Música Original: Dennis Xavier
Design de Luz: Vasco Ferreira
“NOITE” é uma produção das Comédias do Minho
Produção Executiva: Nicho Associação Cultural

GRAEME PULLEYN

Graeme Pulleyn nasceu no norte de Inglaterra em 1967. Licenciou-se em Estudos Teatrais e Artes Dramáticas pela Universidade de Warwick e veio para Portugal em 1990. Co-fundou e foi director artístico do Teatro Regional da Serra do Montemuro entre 1990 e 2005 trabalhando como actor e encenador em espectáculos como Lobo-Wolf (1995), Eira dos Cães (2000) e Hotel Tomilho (2004). Vive em Viseu desde 2005, a partir de onde trabalha como encenador e ator independente.

Projetos recentes incluem: PLASTIKUS ARTISTIKUS – teatro ambientalista com (Krissalida – Viana do Castelo 2019) D É DE … – KCena projeto de teatro lusófono (Teatro Viriato 2019) – O PRESENTE DE CÉSAR – de Sandro William Junqueiro, encenação de Giacomo Scalisi (Teatro Viriato 2019) – O AUTOMATO – espectáculo para a Infância (Teatro Noroeste -2018) – LABIRINTO – espectáculo-percurso na antiga Judiaria da Guarda (Rede Artéria 2018) – TCHILOLI – industrias criativas – (Formiguinha da Boa Morte – São Tomé 2017/8) – (I)MIGRANTES – a partir de entrevistas com refugiados (Teatro do Noroeste – Viana do Castelo – 2017) – CAMINHO BRANCO – Residência Artística do festival SET (ESMAE . Porto 2017) – AMOR DE VERÃO micro-espectáculos inspirados em Shakespeare – (Teatro de Giz – Faial 2017) – BESTA – a partir de Artaud, Jarry, Ionesco –  KCena (Teatro Vila Velha, Brasil – 2017) – NOITE – espectáculo para infância – (Comédias do Minho 2017) – ABÍLIO GUARDADOR DE ABELHAS – espectáculo para famílias (2016)– ANJO BRANCO – teatro comunitário – Navio Museu Gil Eannes (Teatro Noroeste/CDV 2016).  LUGRE 2016 (Santareno) – teatro comunitário (Museu Marítimo de Ílhavo – 2016). O PENEDO – projeto comunitário em Caminha a partir de lendas do Alto Minho (Comédias do Minho – 2015), ANATOMIA DO MEDO – (KCena Cabo Verde – 2015), ROMEU E JULIETA – projeto comunitário com participantes ciganos e não ciganos em Nelas (Teatro Viriato- 2014), SANGUE NA GUELRA com encenação de Rogério de Carvalho (Amarelo Silvestre 2014) , VISSAIUM com encenação de Maria Gil (Teatro Viriato 2014),  e O TEATRO MAIS PEQUENO DO MUNDO: (Debaixo do Capuz, MicroGlobo, Microfénix, A Odisseia segundo Penélope, Teatro Mais Pequeno do Mundo Pequeno do Mundo Pequeno do Mundo – 2011 – 2017).

SOFIA MOURA
Sofia Moura é uma atriz portuguesa nascida em 1991. Desde cedo que esteve intensamente envolvida no teatro, dança, performance musical e canto. Estudou Teatro (Interpretação) na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (2009-2012), tirou o mestrado em Teatro Musical na Royal Central School of Speech and Drama em Londres (2013) e tem a Pós-Graduação em Dança Contemporânea do Politécnico do Porto. Frequenta atualmente o curso de Animadores Musicais da Casa da Música no Porto.
Como atriz esteve recentemente envolvida no Teatro das Compras de Giacomo Scalisi no Teatro Viriato, Microglobo – O Teatro Mais Pequeno do Mundo da Nicho Associação Cultural, Mina da Companhia Amarelo Silvestre com encenação de Rafaela Santos e Noite das Comédias do Minho com encenação de Graeme Pulleyn. Responsável pela criação e interpretação da peça Missão B.612, a partir do Principezinho de Exupéry, encenada por Graeme Pulleyn, e também da peça Old Age, Velhos Tempos. Em Inglaterra onde residiu durante três anos integrou diversas peças (Henry V, Are You Awake?, Timon of Athens, Chances, Richard II, Comedy of Errors, etc…) e curtas e longas metragens (One Way, Deadly Seeds, Hamlet, Orpheus’ Lament).

QUEM?
Graeme Pulleyn e Sofia Moura

O QUÊ?
Espetáculo de Teatro

PARA QUEM?
Famílias, pré-escolar e 1.º ciclo

DURAÇÃO
45 minutos

QUANDO?
2 e 4 de Outubro, 2019 (qua. e sex.) – 10h30 e 14h30
3 de Outubro, 2019 (qui.) – 10h30 e 19h00

ONDE?
Incubadora do Centro Histórico
Viseu, Portugal

ENTRADA
2.5€

MAIS INFORMAÇÕES E RESERVAS
reservas.noite@gmail.com